Arquivos do Blog
Neuromarketing: as funções do cérebro no processo de decisão
Lanço uma pergunta para vocês leitores do blog da midiaria.com: como o consumidor costuma decidir? Apenas cerca de 2% das decisões são conscientes, sendo que a maioria vem do subconsciente, segundo estudo do pesquisador A.K.Pradeep.
E o mais impressionante: o cérebro – ele mesmo! – poderá prever o sucesso de um produto.
Na semana passada indicamos um livro em nossa seção do #indico que aborda o tema de neuromarketing; a publicação “A lógica do consumo”, de Martin Lindstrom. Resolvi buscar mais informações sobre o assunto, quando me deparei com uma matéria da Pequenas Empresas Grandes Negócios desse mês.
O conhecimento neurocientífico avançou muito nos últimos tempos e, com a evolução das tecnologias de análise de dados, foi possível casá-lo com conhecimentos de marketing. Com isso, surgiu um instrumento muito mais preciso do que os demais para entender como o cérebro responde a marcas, produtos, embalagens, displays e peças de publicidade.
Como ferramenta usada pelo neuromarketing, a NeuroFocus mede a atividade das ondas cerebrais por meio da eletroencefalografia (EEG). Os eletrodos da EEG são como pequenos “microfones” que “ouvem” os sinais elétricos emitidos pelo cérebro. Com isso, é possível monitorar todas as áreas do cérebro, usando eletrodos que capturam a atividade até duas mil vezes por segundo, o que permite abranger uma série altamente complexa nas regiões e redes interconectadas. Por exemplo, quando é feita uma análise a partir de um anúncio de TV, são reunidos cerca de cinco bilhões de dados.
As pessoas reagem diferentemente, mas há um fator básico responsável pela eficácia da neurociência: o cérebro humano é notavelmente semelhante em qualquer lugar do mundo. Há diferenças entre os cérebros de homens e mulheres, ou de jovens e idosos, mas a estrutura e o funcionamento são muito similares em todas as pessoas. A medição realizada pelo EGG fornece um quadro muito claro de como o cérebro reage antes da intervenção dos fatores como a linguagem, a educação e outras variáveis étnicas e culturais que distorcem as respostas em outros tipos de pesquisas, como entrevistas e grupos de discussão.
Trata-se de um tema de alta complexidade! Sugiro a leitura na íntegra da matéria da Pequenas Empresas Grandes Negócios desse mês para você aprofundar ainda mais no tema.
Leia também:
#indico: livro baseado na maior pesquisa de neuromarketing
Cuide de quem te “curte”
O que nos leva a “curtir” uma página no Facebook? Não é preciso estar on-line para se deparar com o desenho de polegar estendido por aí. Basta atentar aos impressos em geral, às camisetas personalizadas com o símbolo que estão nas ruas e à própria expressão “eu curti”, bem presente nos diálogos de hoje.
O “like” (“gostar”, da versão original do FB em inglês) extrapolou o botão para fazer parte da cultura contemporânea. E isso aumenta a responsabilidade de quem pede para ser “curtido”. Em geral, as pessoas curtem uma página porque:
- acreditam em determinada marca;
- se identificam com ela;
- esperam ser recompensadas por mostrar ao mundo sua predileção por determinado conteúdo.
Obviamente há aqueles que gostam, seguem e compartilham qualquer conteúdo por impulso ao clique. Mas mesmo a “identificação momentânea” tem seu valor e deve ser lavada em conta. Ela pode ser revertida em relacionamento duradouro.
Para quem administra uma fan page no Facebook, um perfil no Twitter ou no Google+ é fundamental preocupar-se com o que é oferecido nesses espaços: textos, imagens, vídeos, arquivos para download…
Uma maneira de perceber qual a rede que melhor funciona para seu público é fazer o teste e acompanhar quais conteúdos são mais compartilhados no Facebook ou quais ganham mais retuítes. Analisar cada plataforma traz a percepção de quem é seu público e do que ele realmente gosta.
Assim, o simples ato de curtir pode se transformar num verdadeiro boca a boca. E num início de conversa entre sua marca e seu target. Já imaginou alguém vestindo uma camiseta estampada com sua logomarca e o símbolo de “curtir” do Facebook?






