Arquivos do Blog

#dasbancas: a festa da classe baixa

epoca-negociosNossa indicação dessa semana é o artigo do Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, na revista Época Negócios desse mês, que aborda o Brasil da classe média (C). Apesar de já sermos um país menos desigual, a classificação de país mediano se mantém. Dentro desse diagnóstico de nação ainda de classe média baixa, ficamos com a sensação de que há espaço para que a classe média continue a crescer. E, de fato, parece ser esse o caso ao analisarmos os últimos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) calculados pelo IBGE.

Os dados mostram que o Brasil ainda tem uma classe D/E fulgurante. Quando há a separação de domicílios por faixa de renda, descobrimos que 55% deles ainda recebem até três salários mínimos. A chamada classe C, na nossa categorização indo de três a dez salários mínimos, ocupa 36,7% do total. O restante está distribuído entre classes A e B. Dados que o crescimento nos próximos anos está mais para a média de 3,5% do que para os 6% que muitos imaginam, o resultado é que o padrão de consumo também tende a desacelerar um pouco.

Como garantir que o Brasil tenha forte consumo na base da pirâmide, levando em consideração a instabilidade do segmento, bem mais volátil que a classe C em termos de emprego e renda?

Convidamos a todos para leitura do artigo de Sérgio Vale. #ficaadica

Veja outras dicas da seção #dasbancas

O poder da classe C incomoda as classes A e B, segundo estudo

Cada vez mais os consumidores das classes A e B têm se mostrado incomodados com a ascensão econômica da classe C, que passou a comprar produtos e serviços que até então só a classe A e B tinham acesso, segundo pesquisa do Instituto Data Popular realizada nesse primeiro trimestre de 2012, com 15 mil pessoas das classes mais altas em todo Brasil.

De acordo com a pesquisa, 55,3% dos consumidores do topo da pirâmide acham que produtos deveriam ter versões para rico e para pobre, 48,4% afirmam que a qualidade dos serviços piorou com o acesso da população, 49,7% preferem ambientes frequentados por pessoas do mesmo nível social, 16,5% acreditam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e 26% dizem que um metrô traria “gente indesejada” para a região onde moram.

Quanto preconceito! Preconceito ou inveja das classes A e B?

Nos últimos anos, a classe C invadiu shoppings, aeroportos e outros lugares aos quais não tinha acesso, segundo Renato Meirelles, diretor do Data Popular. A classe AB ainda está aprendendo a conviver com isso e parte da elite está incomodada com toda essa situação.

Segundo o professor Rafael Costa Lima, da FEA-USP, empresas como Apple e montadoras de veículos vieram produzir e vender no Brasil para essa nova classe, porque agora existe escala de consumo, o que trouxe mais opções de produtos para todos.

Quase 60% da população pertence a classe C. Assista ao vídeo

Quem quer vender para a Classe C? Eu quero! E você?

Agora são elas! Qual o potencial e o que querem as mulheres da classe C

A mulher  vem intensificando cada vez mais sua participação no mercado de trabalho e aumento do poder de compra. Estes pontos descrevem o perfil da mulher da classe C, que em 2036 compartilhará igualmente com os homens as despesas domésticas, segundo o Data Popular. Essa projeção está ligada ao crescimento de renda feminino da chamada nova classe média brasileira nos últimos cinco anos. Enquanto as mulheres registram uma elevação de 25,6% no período, os homens apresentaram uma expansão de apenas 15,1%.

De forma geral, juntas, as mulheres brasileiras deram um salto na sua renda, que passou de R$ 519,3 bilhões para R$ 679,5 bilhões, um aumento de 30,8%. No mesmo período, os homens elevaram os seus ganhos em apenas 22,7%, saindo de R$ 869,3 bilhões para R$ 1.065 trilhão. Apesar das diferenças salariais entre os gêneros ainda serem altas, na nova classe média esta barreira vem se estreitando, com a aproximação entre o valor das rendas feminina e masculina.

O que esse tipo de consumidor deseja?

O poder de consumo da classe C vem aumentando muito, onde a maior protagonista é a mulher, que passou a investir mais em educação e na sua aparência.

O consumo de produtos de beleza foi outro fator importante na construção do perfil da consumidora. Os gastos com cosméticos e derivados, de 2002 a 2010, passaram de R$ 6 bilhões para R$ 19,7 bilhões entre as compradoras da classe C, ao passo que as do topo da pirâmide aumentaram seu consumo de R$ 12,2 bilhões para R$ 15,8 bilhões. Da classe feminina, 70% acreditam que quem cuida da aparência tem mais chances de sucesso, tanto que 66% delas buscam consumir refeições mais saudáveis e balanceadas e 39% desejam emagrecer.

Segundo o estudo do Data Popular, de 2002 a 2010, as mulheres da classe C passaram de 56,3% para 66,4% das universitárias . As camadas A e B, entretanto, caíram de 13,2% para 5,6% e de 24,9% para 17,8%, respectivamente. Hoje, a classe C feminina representa 60% do mercado de trabalho e 70% delas são responsáveis pelas compras domésticas, sendo que 71% das entrevistadas afirmam que planejam antes de comprar.

Percebeu o potencial desse mercado? Agora são elas!

Leia também: 

%d bloggers like this: