Marcas podem criar necessidade de mercado?
Será que uma marca pode criar uma necessidade de mercado? Pode! A Apple é um grande exemplo em criar necessidade em cima da marca de seus produtos. Com certeza muita gente saiu correndo de casa para comprar o iPhone 5 quando ele chegou no Brasil, sem ao menos pensar o que ele tinha de novo. Se comparado ao 4s (versão anterior), a mudança foi singela, sendo muito mais focada em design e sistemas de mapas. O vídeo abaixo mostra o quanto a marca prezou por vender a sua nova versão, não se preocupando com as anteriores, o que já as tornava obsoletas. Porém, o que realmente importava naquele momento era criar uma necessidade ao consumidor.
O consumidor é movido pela novidade e as marcas sabem disso. Todo mundo quer a versão mais atual mesmo que ela não apresente mudanças perceptivas. O desejo de compra é muito mais aspiracional, o famoso “eu também quero ter um!”. Quando a marca chega nesse nível é sinônimo que ela firmou o que chamamos de “lealdade ativa”, em que os consumidores de forma espontânea atendem aos estímulos para efetivação da compra, e melhor ainda, eles indicam o produto para todos os conhecidos (uma espécie de embaixador da marca). Isso é fantástico!
Esse é o desejo de todas as marcas: ter o poder de gerar uma necessidade e, com baixo esforço, ter uma alta frequência aos estímulos para o consumo em massa!
Quais outros cases de marcas que criam necessidade de consumo você conhece? Compartilhe conosco.
#dasbancas: o mercado de compras coletivas minguou?
E-mails de sites de compras coletivas com ofertas tentadoras ainda circulam em nossas caixas de entrada, mas esse mercado já não é mais o mesmo. Dos 1200 sites desse tipo de e-commerce, estima-se que metade fecharam ou foram absorvidos por grandes players. Segundo o e-Bit, o faturamento de comércios como Groupon e Peixe Urbano cresceu 3% em 2012 na comparação com 2011. Então, esse mercado minguou? Reportagem da revista Exame PME de maio explica que não.
A partir do estudo de caso, a publicação informa que o mercado de compras coletivas está se reinventando no país. O próprio Peixe Urbano – maior player no setor brasileiro, com faturamento de R$ 350 milhões em 2011 – diminuiu e está buscando novas formas de atender o e-consumidor, como o Peixe Urbano Delivery, para quem quer pedir comida pela internet.
O clickOn é outro exemplo de que esse mercado está passando por uma ressaca. A empresa fechou a operação em 40 cidades que atuava. Fora do Brasil a realidade não é muito diferente. O Groupon tem acumulado prejuízo nos Estados Unidos desde o ano passado.
O e-Bit aponta que a participação das compras coletivas nas vendas pela internet foi de 7,3% em 2012 ante 8,6% do ano anterior. O tíquete médio dos consumidores desse tipo de e-commerce foi de R$ 65,40 em 2012.
Para quem pensa em usar os sites de compras coletivas como forma de atração de novos clientes, é preciso ter uma estratégia muito bem definida. Fontes ouvidas pela Exame PME afirmaram que investiram nesse tipo de ação e não souberam fidelizar os novos consumidores.
Nossa visão: mesmo com o mercado de compras coletivas em reinvenção, ainda é possível extrair benefícios de ações nesses sites. Mas é muito importante planejar o que fazer depois de aceitar um cupom de desconto de um novo visitante.
#indico: a grande riqueza das nações é reter os talentos
Hoje quero abordar um tema que com certeza é a preocupação de muitas empresas brasileiras: a retenção de talentos. É um assunto de momento que serve como sinal de alerta para muitos empresários de nosso país.
Para entender um pouco mais sobre o tema, fui a um evento em Belo Horizonte promovido pela Faculdade Pitágoras na quinta-feira, 16 de maio. Lá, o palestrante Alfredo Assumpção, um dos mais reconhecidos e respeitados headhunters do Brasil, abordou o tema “Apagão de Talentos” e apresentou algumas reflexões importantes.
As empresas estão lidando com um novo perfil de profissionais, os da geração Y, que apresentam um novo estilo de atuação. “Esse profissional começa sua atuação e em pouco tempo já quer sentar na janelinha”, afirmou Assumpção.
Cabe às empresas nesse caso saber lidar com a ansiedade desses profissionais e trabalhar o desenvolvimento de carreira de cada um.
O palestrante também discutiu uma frase que resume muito a importância dos talentos nas organizações. “Antigamente, conquistar um novo território só era possível com bombas, e hoje não se conquista território sem talentos”.
A grande chave de sucesso na retenção de talentos está no desafio das empresas e universidades trabalharem em conjunto, para que ambas entendam as necessidades dos profissionais. Só assim a universidade será capaz de modelar um ensino mais voltado às necessidades do mercado de trabalho.
Para fechar meu post, recomendo o livro do palestrante, que com certeza contribuirá no aprofundamento do tema.
O mapa estratégico para o sucesso do e-mail marketing
Esqueça o que você já ouviu de negativo sobre e-mail marketing. Essa ferramenta da comunicação tem sido marginalizada por consumidores, usuários de internet e até mesmo profissionais da área. Mas é possível fazer um bom uso desse canal.
E-mails com caráter comercial podem ser usados para atingir prospects, clientes ativos e clientes inativos. É preciso traçar um plano para ter o motivo, a ocasião e a forma de entrar na inbox do receptor. O mapa desse post foi desenhado pela equipe da Virtual Target, ferramenta de envio de e-mail marketing, e traz um panorama bem interessante e racional de como ter sucesso com as mensagens eletrônicas.
Aquisição, conversão, retenção, relacionamento e reativação são alguns dos objetivos do e-mail marketing. Dentro de cada um desses grupos ainda há motivos que podem ser revertidos em ações a serem feitas com os grupos prospects, clientes ativos e inativos.
Vale analisar o mapa e cruzar as ideias propostas com o seu negócio. Faça o exercício e o bom uso do seu próximo envio.
Perdigão: novos vídeos reforçam a importância do cuidado com a marca
O que venho defendendo em minhas últimas postagens é o cuidado e a importância que as empresas precisam ter com suas marcas, reforçando sempre seus atributos, que serão o grande motor na geração de reconhecimento e lembrança. Identificamos um grande exemplo, o da empresa Perdigão, que lançou uma nova companha institucional que reforça muito essa preocupação. Os filmes chamam atenção para o fato de que as coisas boas da vida sempre são comemoradas em ocasiões especiais, entre elas, um jantar em família, churrasco entre amigos e almoço de negócios.
A Perdigão sempre defende em suas comunicações que momentos merecem uma comida gostosa, preparada com os melhores ingredientes, por quem realmente entende do assunto e está no mercado há quase 80 anos. Com o mote “Perdigão. Viver dá fome”, os vídeos de 30 e 10 segundos marcam um momento de evolução da marca, que está sempre atenta às necessidades e demandas de consumidores ávidos por novidades, qualidade e praticidade.
Assista aos vídeos da nova campanha:
- Vídeo 1
- Vídeo 2
O big data na prática
Toda vez que fazemos uma busca no Google, produzimos zilhões de informações que indicam à empresa nossa localização geográfica, hábitos de navegação, tempo de permanência nas páginas da web e muito mais, principalmente quando estamos logados numa conta do Google e usando o navegador Chrome. Essa abundância de dados que disponibilizamos na internet é o famoso big data. E muitas empresas já se beneficiam do nosso rastro na web.
A Amazon – maior e-commerce do mundo – já entendeu que o big data deve ser explorado em sua estratégia. Atualmente, a cada 100 pessoas que entram na loja virtual, duas efetivam uma compra. Desses 2% a empresa sabe o nome, endereço, hábitos de consumo, e-mail, cartão de crédito e outras informações preciosas que podem ser usadas em campanhas. O grande desafio da Amazon hoje é buscar entender os demais 98%.
A revista “Veja” desta semana traz uma reportagem especial sobre o assunto e promove uma grande reflexão: não adianta termos zilhões de dados à disposição se não sabemos analisá-los. E para isso entram em cena os algoritmos, sequências de instruções/programações a partir de ações que temos na internet (leia-se clique).
Já existem no mercado corretoras de dados, como a Acxiom, no Arkansas, que analisam as informações que deixamos na rede e as vendem agregadas à inteligência de mercado.
De um lado, temos pais de primeira viagem que abrem uma página para seus bebês no Facebook já distribuindo milhares de informações sobre a família na rede mundial, por exemplo. De outro, há iniciativas de estudiosos que analizam esses dados e conseguem desenhar um panorama das sociedades e até mesmo fazer previsões sobre o comportamento humano para os próximos anos.
Nossos cliques, a análise das corretoras de dados e o crescente uso de plataformas digitais mais inteligentes apontam que o big data veio para ficar. Cabe aos profissionais da comunicação, em parceria com estatísticos, fazer bom uso desse mar de dados.




